Festa das Bodas de Ouro de Célia e Antonio
Fantasia sobre “O Bode e a
Onça”
Para guiar as homenagens feitas nas Bodas de
Ouro.
Laura entra no palco um pouco atarantada, mas mostrando determinação.
- Pois é, meus pais estão fazendo 50 anos de casados, e é claro que temos que fazer uma festa. A primeira coisa é achar um lugar, veja bem, moramos em tantas cidades, os filhos se espalharam por tantos lugares, temos amigos por aqui e acolá, que não há necessidade de se fixar uma cidade em especial, mas sim precisamos de um lugar amplo, com boa disposição, fácil acesso...Olha! Não é que aqui é um bom lugar? Sim. Este salão me parece ótimo. Tupã está me ajudando! Fica assim decidido. Aqui será a festa de 50 anos. Bom, agora vou descansar, porque tenho que decidir sobre os convidados.
Depois que sai, por um lado entra a Sílvia:
- Festa de Bodas de Ouro não é fácil de organizar, não. Vocês sabem que meus pais estão fazendo 50 anos de casados? E agora temos que fazer uma festa, a primeira coisa é escolher o salão. Mas veja só que coisa! Este salão está pronto. Tupã está me ajudando! Se o salão está pronto, temos que ver os convidados, vamos ver, os irmãos estão aí? Sim. Olha a tia Mariazinha lá! O Link também veio! As gêmeas também! Que ótimo. Os amigos (que são muitos). Veio gente de tudo quanto é lugar. Pronto. Já estou até cansada. Agora vou descansar porque terei que ver a música amanhã.
Sai e entra o Tonico:
- Depois de 50 anos de casados temos que fazer uma festança, não é mesmo? Então eu vou começar vendo o salão. Ué? O salão já está pronto! E os convidados também! Tupã está me ajudando! Sendo assim, vou garantir que tenha música. Vejamos, um conjunto. Um tecladista, sim. Está perfeito. Com a festa andando assim será mais fácil. Vou ver depois as apresentações que virão e para começar que tal chamar os netos para cantar alguma coisa.
Entram os netos e cantam:
|
|
Ao final entra Marília:
- Faz cinquenta anos que meus pais casaram. Nada mais justo que uma superfestança! E acaba tudo sobrando para mim: salão, convidados; música; tudo para mim. Opa! Olha só que maravilha! Tudo acertado. Um salão com convidados, com música. Tupã está me ajudando! Mas eu queria eu mesmo fazer uma homenagem, mas não sozinha, já sei! Vou chamar as minhas irmãs.
- Gente, tive uma idéia! O que vocês acham da gente cantar uma música na festa das Bodas, em homenagem ao pai e à mãe.
Gláucia
- Eu prefiro tocar...
Taís
- Eu nem sei cantar.
Marília
- Ah! Vamos lá. A gente pede ajuda para ajuda para Tupã e aprende a cantar... pensando bem é melhor chamar a Miriam e ela “adestra” a gente.
Gláucia
- Mas que música?
Taís
- É... precisamos pensar numa bem legal, para homenagear os dois...
Gláucia
- E que seja boa para dançar...
Marília
- Que vocês acham daquela do Frank Sinatra?
|
I´d
sacrifice anything come what might, for the sake of having you near |
Taís
- É legal essa, mas acho que a gente pode pensar melhor. E se a gente cantasse aquela da flor?
Gláucia
- A mesma que a gente já cantou na outra festa???
Taís
- Não! Aquela que a mãe gosta...
- É bonitinha, mas fraquinha essa música. Acho que a gente poderia pensar numa melhorzinha...
- É bonita, mas difícil de cantar, né? Já pensou a gente desafinar na hora da festa?
Taís
- E também tinha que ser mais animada!
Gláucia
- Animada? Já sei...
- A música é boa, mas a letra... não combina com a efemérides...
Gláucia
- Então qual?
Taís
- Tem uma que o pai sempre ouve da Ella Fitzgerald que é assim:
- Tá difícil, né? Tinha que ser uma bem animada!
(As três ficam pensativas...)
Miriam
- Eu sei uma música que a Célia gosta. Começa a tocar:
- Miriam... Miriam... ‘Brigada, viu? Mas acho q essa só se fosse para minha mãe dançar sozinha...
- Acho que não vai dar para fazer a homenagem, a gente nem consegue decidir a música.
Gláucia
- Tinha que ser uma com letra e ritmo bem legal.
Taís
- E que desse para dançar.
Marília
- E que todo mundo conhecesse.
Gláucia
- Já sei! Aquela... I Love you baby!
Marília
- Que música é essa?
Gláucia
- Aquela famosa: I Love you baby!
Taís
- Eu não conheço nenhuma música com este nome.
|
I
love you baby, and if it´s quite all right I need you baby... |
Gláucia
- Legal!
Marília
- Tá escolhida!
Gláucia
- Agora só falta aprender a cantar.
Taís
- Inteira, né? Porque a gente não pode fazer feio no dia da festa...
Entra a Laura:
- Olha só! Já tem um monte de coisa pronta para a festa! Tupã está me ajudando! As filhas já estão preparando uma homenagem, e eu que achei que ia ter que cuidar de tudo. Agora precisa ver como vai ser a apresentação dos netos. Afinal, tem sempre tem que ter um teatro, músicas, jogral, discursos e outros que tais. Família de artista é assim mesmo. E começa de pequeninho. De pequena eu me lembro das histórias sobre passeios na praca, em algum momento se ouvia alguém oferecendo uma música, depois repetimos isso em algumas festas de família, era mais ou menos assim:
-
De moça de (descreve o vestido da mãe) para (descreve o terno do pai)
Para demonstrar o meu amor quero oferecer-lhe uma música que será interpretada
por um coral especial. Esse grupo, ensaiado e arranjado pela inestimável colaboracao da profa. Miriam, prontamente
atendeu ao meu pedido. E tão alegre e entusiasmado ficou que escolheu uma outra
música que faz parte do universo dele, para, alterando a letra, também
apresentar. Com vocês, apresentando, primeiramente, de, Ivor Lancelloti e Paulo
Cesar Pinheiro, Amor Perfeito e a seguir, uma surpresa especial sob a regência
da professora Miriam, com vocês o coral das fadas e duendes.
Coral de Fadas e Duendes canta:
E também a surpresa...
|
|
Sílvia entra no finzinho da apresentação dos netos:
- Que coisa maravilhosa, que lindo. Assim eu não vou precisar fazer muita coisa, já tem a apresentação dos filhos, dos netos... Tupã está me ajudando! Agora eu preciso ver a apresentação dos meus tios, será que eles preparam alguma coisa? Tenho certeza que sim! Uma coisa que sempre nos manteve unidos foram as histórias que ouvimos, fossem nas mesas de almoço ou jantar, antes de dormir, histórias de família, inventadas, de mitologia, sempre muitas histórias nos ligando. E as tias também faziam isso nas nossas férias. Já sei! Vou chamar a tia Deka para contar um história! Deka, por favor, venha cá.
Deka:
|
|
Porque os contadores de histórias têm boa
memória e apreciam os bons vinhos |
Sílvia sai enquanto Deka conta uma história. Gláucia entra no finzinho da história:
- Aí, quanto trabalho tenho que organizar para a festa, e as homenagens são as mais trabalhosas, tem que cuidar de tudo. Mas, ora vejam só! As apresentações dos netos e dos filhos estão prontas! Tupã está me ajudando! Vou ver agora então se os irmãos querem fazer mais alguma coisa, ainda não tivemos os clássicos da família! Vou chamar o Link para reger o “Que bé” Afinal não tem festa que não tenha o “Quebé”. Link, você pode subir aqui para organizar o Quebé?
Link sobe ao palco e cuida do Quebé. Gláucia sai.
Taís entra no finzinho do Que bé, aplaudindo:
- Poxa Link, obrigado. Muito obrigado, mesmo. Eu ia cuidar disso, mas como Tupã está me ajudando, isso já está pronto. Maravilha. Sabe, minha mãe sempre declamou poesias nas festas da família e meu pai adora declamar: Tertuliano, frívolo, peralta.... Então nada mais justo que tenhamos poesias na festa, Por isso eu preparei uma bem bonita, para fazer a homenagem,
- Eu queria fazer uma homenagem declamando uma poesia, só não sabia qual. Então eu me lembrei de uma passagem da minha infância. Que as páscoas eram comemoradas com a gente fazendo um ninho para o coelho. Que o ninho era feito com papel e uma dobradura que o pai ensinava todo ano e sempre no ano seguinte a gente esquecia e pedia para ele ensinar de novo. A gente deixava o ninho para o coelho com uma cartinha, e no dia seguinte a gente ia até o ninho e tinha o ovo e a resposta do coelho.
- Um certo ano eu escrevi para o coelho e pedi para ele a letra de uma poesia que minha mãe declamava e que eu gostava. O incrível é que o coelho sabia qual era o poema, mas também escreveu a letra para mim. A poesia era:
|
|
Heloísa, chegando ao finzinho da poesia:
- Taís, Taís, Taís...(Taís não ouve e sai)
- Ai que pena, ela já foi embora...Era bom ter mais poesia, mas eu não vou declamar, será que tem mais alguém para declamar?
Marga entra:
- Pois não.
Heloísa:
-
Oi Marga, que bom que você veio. Tupã está me ajudando!
Heloísa sai e deixa Marga no palco. Marga declama:
- Em suas Bodas de Prata, em 1985, vim toda meiguice e ternura:
De Benedito
Sampaio:
Eu bem sabia, o coração me dizia
O que inda agora me diz:
Que se casasse contigo
Seria muito feliz.
- Mas você, Antonio, chorou e eu chorei e não pude terminar a poesia. Por isso, hoje, vim cheia de agressividade. Para ver se faço vocês rirem.
|
|
- Esta festa vai mesmo me dar tralhado, é tanta coisa para arrumar, será que eu vou conseguir fazer tudo sozinho? E ainda por cima, tenho certeza que vai ter alguma coisa de última hora, de surpresa. Se Tupã me ajudar vai ser o Link! Oi Link, tem algum surpresa?
Link responde:
- Tem sim Gláucia, posso cantar:
Tonico entra no finzinho:
- Oi Link, obrigado! Viu só que trabalhão deu para eu organizar a festa sozinho? Tive que cuidar do salão, da música, dos convidados, das homenagens. Ainda bem que Tupã está me ajudando! Agora mais uma música e talvez já esteja tudo pronto. Afinal somos todos muito musicais não é mesmo: Pensando nisso, teve a Marga que fez uma festa muito bacana no aniversário dela, vou chamar ela para cantar aqui também. Marga, por favor.
Marga e Egypto entram e cantam:
Ao terminar entra a Sílvia:
- Quantas homenagens, nao? Tupa está me ajudando! Mas ainda precisa de uma homenagem dos Bordini, Hercília, você não tem algo para nós.
Entra a Hercília e declama:
- O papai pediu que eu o representasse falando essa poesia quando a tia Mariinha e o tio Athos fizeram 50 anos de casados. Achei que ele gostaria de homenagear seus pais também.
|
|
No final entra a Laura:
- Esta festa deu mesmo trabalho! Tive que cuidar de cuidar sozinha. Para me ajudar somente Tupã! Agora vou convidar os meus irmãos.
Entram todos os irmãos.
Sílvia
- Não ficou ótima a festa que eu organizei?
Laura
- Mas fui eu que cuidei do salão.
Sílvia
- E eu que cuidei dos convidados.
Laura
- Quem será que contratou o músico
Tonico
- Isto fui eu que fiz! Achei que Tupã estava me ajudando. Quem organizou as participações surpresas?
Zico
- Fui eu!
Sílvia
- E as poesias?
Heloísa
- Eu chamei a Marga
Taís
- Eu também declamei uma.
Gláucia
- Vocês podem ter feito tudo isso! Eu pensei que era Tupã. Mas fui eu que trouxe a apresentação mais clássica.
Laura
- Então já está tudo pronto! Não há mais nada a fazer. Vamos para a festa!
Sílvia
- Mas e os donos da festa? Alguém chamou?
Laura
- Eu não,
Tonico
- Nem eu,
Marília
- Muito menos eu,
Zico
- Eu também não,
Taís
- Eu não fiz isso,
Heloísa
- Eu me esqueci
Gláucia
- Eu também me esqueci.
Laura
- Então vamos chamá-los!
Sílvia
- Mas como?
Tonico
- Manda um email.
Marília
- O pai não lê email.
Taís
- Então telefona.
Heloísa
- Mas a mãe nunca está em casa.
Gláucia
- Peraí. O que é certeza que os dois fazem juntos?
Laura
- Dançar.
Sílvia
- Então é isso.
Tonico
- Basta tocar uma música que eles aparecem
Marília
- É mesmo.
Zico
- Isso aí.
Taís
- Eles sempre abrem os bailes
Heloísa
- Então vamos lá.
Laura
- Vocês não ensaiaram um música?
Sílvia
- Então cantem!
-
As meninas cantam e os pais dançam, a festa começou!
Tradição Familiar
Somos nós os
tanquinhos, como na bigorna o malho,
Sobre as pedras
do caminho, logo à volta do trabalho.
Temos a graça
modesta de humildade e distinção,
Ninguém nos
quer numa festa, nem nos quer no seu salão.
Toque, toque,
toque, toque, toque, toque, é assim nossa canção.
Toque, toque,
toque, toque, toque, toque, vai direto ao coração,
Sempre batendo,
como um remoque,
Vamos dizendo:
toque, toque, toque, toque. Toque, toque.
A fidalga nos
fitando vai franzindo o narizinho,
O banqueiro vai
passando e nem nos quer no seu caminho.
Seja um coturno
galante, num dia de chuva mau,
Sempre fica
mais chibante o tamanquinho de pau.
Toque, toque,
toque, toque, toque, toque, é assim nossa canção.
Toque, toque,
toque, toque, toque, toque, vai direto ao coração,
Sempre batendo,
como um remoque,
Vamos dizendo:
toque, toque, toque, toque.
Toque, toque.
Cole Porter
I've got you under my skin.
I've got you deep in the heart of me.
So deep in my heart that you're really a part of me.
I've got you under my skin.
I'd tried so not to give in.
I said to myself: this affair never will go so well.
But why should I try to resist when, baby, I know so well
I've got you under my skin?
I'd sacrifice anything come what might
For the sake of havin' you near
In spite of a warnin' voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear:
Don't you know, little fool, you never can win?
Use your mentality, wake up to reality.
But each time that I do just the thought of you
Makes me stop before I begin
'Cause I've got you under my skin.
(Musical interlude)
I would sacrifice anything come what might
For the sake of havin' you near
In spite of the warning voice that comes in the night
And repeats - how it yells in my ear:
Don't you know, little fool, you never can win?
Why not use your mentality - step up, wake up to reality?
But each time I do just the thought of you
Makes me stop just before I begin
'Cause I've got you under my skin.
Mu/Moraes Moreira
Sim
é como a flor
De água e ar, luz e calor
O amor precisa para viver
De emoção e de alegria
Que tem regar todo dia
Sim é como a flor
De água e ar, luz e calor
O amor precisa para viver
De emoção e de alegria
Que tem regar todo dia
No jardim da fé eu ja plantei
Um pé de esperança
No tempo do tempo
Dia, chuva, vento e pensamento
No jardim da vida
Já cresceu e é a consciência
Fruto da vivência
É a consciência é...
Irving Gordon
Unforgettable, that's what you are
Unforgettable though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more
Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
Jorge Aragão/Neoci Dias/Dida
Chora,
não vou ligar
Chegou a hora
Vai me pagar
Pode chorar, pode chorar
É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter por que
Vou festejar, vou festejar
O teu sofrer, o teu penar
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
They
can't take that away from me
George Gershwin/Ira Gershwin
They way you wear your hat...
The way you sip your tea
The memory of all that...
Oh no they can't take that away from me
They way your smile just beams
They way you sing off key
They way you haunt all of my dreams
They can't take that away from me
We may never never meet again
On that bumpy road to love
So i'll always, always keep the memory of
The way you hold your knife
The way we danced till three
The way you changed all of my life
They can't take that away from me
No... they can't take that away from me...
Can't take that away from me...
They can't take that away from me
The way you wear your hat
The way you sip your tea
They memory of all that...
Oh no, they can't take that away from me
They way your smile just beams
They way you sing off key
The way you haunt all of my dreams
They can't take that away from me
We may never never never meet again
On that bumpy road to love
Still i'll always
Always keep the memory of...
They way you hold your knife
The way we danced till three
They way you changed all of my life
They can't take that away from me
No... oh... oh...oh...oh...oh...
They can't take that away from me
They can't take that, take
(they can't take that away from me)
They can't take, they can't take
They way you wear your hat...
Can't take that away
Oh... oh... yeah... oh...oh...oh...oh...yeah..
They can't take,
They can't take that away
They can't take that away from me
The way you wear your hat...
Can't take that away...
Freddie Perien/Dino Fekaris
At first I was afraid,
I was petrified,
Kept' thinkin' I could never live without you by my side,
But then I spent so many nights thinkin' how you did me wrong,
And I grew strong, and I learned how to get along,
And so you're back, from outer space,
I just walked in to find you here with that sad look upon your face,
I should've changed that stupid lock,
I should've made you leave your key,
If I had know for just one second you'd be back to bother me,
Go now go, walk out the door,
Just turn around now, cause you're not welcome anymore,
Weren't you the one who try to hurt me with goodbye,
Do you think I'd crumble, do you think I'd lay down and die,
Oh no not I, I will survive,
For as long as I know how to love I know I'll stay alive,
I've got all my life to live; I've got all my love to give,
And I'll survive, I will survive,
Hey, Hey!
It took all the strength I had not to fall apart,
And trying hard to mend the pieces of my broken heart,
And I spent oh so many nights just feeling sorry for myself,
I used to cry, but now I hold my head up high,
And you'll see me, somebody new,
I'm not that chained up little person still in love with you,
And so you felt like droppin' in and just expect me to be free,
Now I'm savin' all my lovin' for someone who's lovin' me,
Go now go, walk out the door,
Just turn around now, cause you're not welcome anymore,
Weren't you the one who try to break me with goodbye,
Do you think I'd crumble, do you think I'd lay down and die,
Oh no not I, I will survive,
For as long as I know how to love I know I'll stay alive,
I've got all my life to live; I've got all my love to give,
And I'll survive, I will survive,
Go now go, walk out the door,
Just turn around now, cause you're not welcome anymore,
Weren't you the one who try to break me with goodbye,
Do you think I'd crumble, do you think I'd lay down and die,
Oh no not I, I will survive,
For as long as I know how to love I know I'll stay alive,
I've got all my life to live; I've got all my love to give,
And I'll survive, I will survive,
Hey, Hey!
Bob Crewie/Bob Gaudio
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you.
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much,
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive.
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you.
Pardon the way that I stare,
There's nothing else to compare,
The sight of you leaves me weak;
There are no words left to speak.
But if you feel like I feel,
Please let me know that it's real.
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you.
I love you baby, and if it's quite all right,
I need you, baby, to warm the lonely night.
I love you, baby, trust in me when I say:
Oh pretty, baby don't bring me down I pray,
Oh pretty baby, now that I've found you,
Stay and let me love you, baby, let me love you.
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you.
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much,
At long last love has arrived,
And I thank God I'm alive.
You're just too good to be true,
Can't take my eyes off of you.
I love you baby, and if it's quite all right,
I need you baby, to warm the lonely night,
I love you, baby trust in me when I say:
I love you baby, and if it's quite all right,
I need you, baby, to warm the lonely night.
I love you, baby, trust in me when I say:
Paulo César Pinheiro / Ivor Lanceloti
O meu amor vê
teu amor assim
Assim como um jardim
De flores novas
Por teu amor
O meu amor sem fim
Plantou dentro de mim
Um “pé de trovas”
E cada verso
É um botão de flor
Anunciando o amor
A primavera
Que faz do tempo uma quimera
E a nossa vida mais sincera
E o nosso amor, um grande amor
Teu coração
Jardim dos meus jardins
Me cobre de jasmins
Cravos e rosas
Meu coração
Teu carrilhão de sons
Te enfeita de canções
Versos e prosas
Cada canção é
feito um beija-flor
Beijando o meu amor
Em nosso leito
Fazendo um ninho em nosso peito
Um ninho amor, de amor perfeito
E desse amor
Perfeito amor...
Abdullah/
Cacá Moraes
Adaptação: Victor, Sofia, Camila, Manuela e
Sérgio
Participação Especial: Joao
Laura
sem corrida,
Tonico sem a pizza
Sou eu assim sem você
Zico sem Corinthians
Marília sem viagem
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Heloísa sem cantar
Sílvia sem tricô
Sou eu assim sem você
Gláucia sem as férias
Taís sem o Palmeiras
Sou eu assim sem você
Tô louca para te ver chegar
Tô louca para te ter nas mãos
Deitar no seu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por que? Por que?
Amor sem beijinho
Um dia sem uma dança
Sou eu sem o meu Antonio
Viajar sem sua mala
Você sem cavalinhos
Sou eu sem o meu Antonio
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...
Por que?
Porque os contadores de histórias têm boa memória e apreciam os
bons vinhos
Gyslayne
Avelar Matos/Inno Sorsy
Os pássaros não podem escrever, eles têm penas demais.
Ora, conta-se na África Ocidental que no início dos tempos não havia histórias e nem sabedoria. O mundo era muito triste. Por isso, o primeiro contador de histórias foi também um buscador de histórias que saiu pelo mundo afora, acompanhado de um pássaro-escrivão: o marabu.
O marabu é o único pássaro que sabe qual das penas do seu traseiro deve ser arrancada para que com ela se possa escrever, o que o torna um pássaro especial. E é por isso que ele foi o escolhido para sair pelo mundo, pousado no ombro do primeiro buscador e contador de histórias.
Andaram pelo mato afora, pela savana e ao longo dos rios para escutar os ventos, as pedras, as águas, as árvores e os animais. E encontraram, pelo caminho, muitas pessoas desconhecidas que lhes contavam suas histórias.
Munido da pena arrancada de seu traseiro e utilizando uma tinta feita de água, pó de carvão e goma arábica, o marubu-escrivão anotava todas as histórias que escutava.
O buscador e contador de histórias caminhava e pensava:
“Não me será possível recordar todas essas histórias”.
Mas o marabu continuava a ouvi-las e a escrevê-las.
Pois saibam que, de volta à sua casa, o primeiro buscador e contador de histórias obteve a solução para o problema que o atormentava. Seguindo os conselhos do marabu, encheu de água uma grande cabaça e nela mergulhou as histórias escritas.
Durante toda a noite, as palavras escritas com tinta dissolveram-se na água.
No dia seguinte, na refeição da manhã, o marabu ordenou que o buscador e contador de histórias bebesse todo o conteúdo daquela cabaça.
Assim, todas as histórias bebidas tornaram-se histórias sabidas.
Se você, por acaso, tiver que beber uma história, ouça o meu conselho: beba tudo! Não deixe nada no fundo do copo porque isso poderá dar um branco em sua memória.
Essa é a razão, pela qual, em todos os tempos, os contadores de histórias sempre foram, também, bons bebedores de vinho.
O baile na flor (Quebé)
Poesia de Castro Alves
Que belas as
margens do rio possante,
Que ao largo espumante campeia sem par!...
Ali das bromélias nas flores doiradas
Há silfos e fadas, que fazem seu lar...
E, em lindos cardumes,
Sutis vaga-lumes
Acendem os lumes
P'ra o baile na flor.
E então - nas arcadas
Das pét’las doiradas,
Os grilos em festa
Começam na orquestra
Febris a tocar...
E as breves
Falenas
Vão leves,
Serenas,
Em bando
Girando,
Valsando,
Voando
No ar! ...
Guilherme de Almeida.
A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino
pequenino
é uma rua de poeta, reta, quieta, discreta,
direita, estreita, bem feita, perfeita,
com pregões matinais de jornais, aventais nos portais, animais e varais nos
quintais;
e acácias paralelas, todas elas belas, singelas, amarelas,
douradas, descabeladas, debruçadas como namoradas para as calçadas;
e um passo, de espaço a espaço, no mormaço de aço baço e lasso;
e algum piano provinciano, quotidiano, desumano,
mas brando e brando, soltando, de vez em quando,
na luz rara de opala de uma sala uma escala clara que embala;
e, no ar de uma tarde que arde, o alarde das crianças do arrabalde;
e de noite, no ócio capadócio,
junto aos lampiões espiões, os bordões dos violões;
e a serenata ao luar de prata (Mulata ingrata que me mata...);
e depois o silêncio, o denso, o intenso, o imenso silêncio...
A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino pequenino
é uma rua qualquer onde desfolha um malmequer uma mulher que bem me quer
é uma rua, como todas as ruas, com suas duas calças nuas,
correndo paralelamente, como a sorte indiferente de toda gente, para a frente,
para o infinito; mas uma rua que tem escrito um nome bonito, bendito, que
sempre repito
e que rima com mocidade, liberdade, tranquilidade:
RUA DA FELICIDADE...
lado 4º do disco da década de 1940
“Escravo do
Espelho meu!
Surge do espaço profundo
E vem dizer se há no mundo
Mulher mais bela do que eu”.
“Há. Branca de Neve não morreu.”
“Não é possível! O caçador trouxe a
prova.
Aqui está, seu coração.”
“Foste iludida, Rainha.
O coração de um cordeiro
É o que tu tens na mão.
Atrás das sete florestas,
Além das sete montanhas,
Na casa dos Sete Anões,
Branca de Neve ainda vive”.
“Maldita! Eu me vingarei!
Consultarei o livro das Bruxas
E encontrarei um processo para matá-la
Sem que ninguém saiba.
Ah! Aqui está! A maçã envenenada!
E na sexta-feira, à meia-noite,
Envenena-se uma maçã
E quem a comer só despertará
Se um príncipe lhe der um beijo de amor.
Ah! ah! ah!
Quando os anõezinhos encontrarem Branca de Neve,
Pensarão que está morta e a enterrarão.”
“Eu transformarei minha voz
E envelhecerei minha fisionomia
E amanhã Branca de Neve
Receberá em casa uma bondosa velhinha
Vendedora de maçãs”.
Ah! ah! ah! ah!
Edward Heyman/Victor Young
The sky may be starless,
The night may be moonless,
But deep in my heart,
I know that you love me.
You love me, because you told me so.
Love letters straight from your heart,
Keep us so near while we're apart.
I'm not alone in the night,
When I can have all the love you write.
I memorize every line.
I kiss the name that you sign.
And darling, then I read again
Right from the start,
Love letters straight from your heart.
I memorize every line,
I kiss the name that you sign.
And darling, then I read again
Right from the start,
Love letters straight from your heart.
Henricão/Rubens Campos
Eu tenho uma casinha
lá na Marambaia
fica na beira da praia só vendo que beleza
tem uma trepadeira que na primavera
fica toda florescida de brincos de princesa
quando chega o verão eu sento na varanda
pego o meu violão e começo a tocar
e o meu moreno que está sempre bem disposto
senta ao meu lado e começa a cantar
E quando chega a tarde um bando de andorinhas
voa em revoada fazendo verão
e lá na mata o sabiá gorjeia
linda melodia pra alegrar meu coração
E às seis horas o sino da capela
bate as badaladas da Ave-Maria
a lua nasce por detrás da serra
anunciando que acabou o dia.
Mario
Pederneiras
Assim, ambos
assim, ao mesmo passo
iremos
percorrendo a mesma estrada.
Tu no meu braço
trêmulo amparada
e eu amparado
no teu lindo braço.
Ligados nesse
arrimo, embora escasso
venceremos as
urzes da jornada.
E tu te
sentiras menos cansada
e eu menos
sentirei o meu cansaço.
Assim unidos
pelos bens supremos
que para mim os
seus carinhos trouxe.
Placidamente
pela vida iremos...
Calcando
mágoas, afastando espinhos
como se a
escarpa desta vida fosse,
O mais suave de
todos os caminhos...